Faz tempo que não escrevo de verdade. Posso ter trabalhado de jornalista durante os últimos meses, mas não considero o texto jornalístico algo verdadeiro. Quase nunca consigo colocar meu coração ali. Não de uma forma sincera. Muito menos completa.
O coração é uma prisão que o pensamento racional consegue transpor com muita facilidade. Muita facilidade, claro, se você não está realmente apaixonado. Ou se pensa não estar, e até chega a racionalizar cerca de 87% daquele sentimento, mas de repente os olhos adquirem um brilho não desejado e as mãos tremem de leve, de leveza incontrolável. A verdade é que os sentimentos ficam proporcionalmente mais evidentes à medida que você tenta controlá-los.
Faz tempo que não escrevo. Descobri que meus pensamentos vão muito mais além do tempo e da velocidade que eu tenho disponíveis na matéria quando escrevo. São como uma corrente elétrica. Sim, de fato são. Rápido e intenso. Se assemelha, de certa forma, com a sensação física de um orgasmo.
Não pretendo terminar esse texto. Perder meu tempo escrevendo mais palavras. Leia meus pensamentos, tudo está lá.
0 Respostas para “prazeres da vida adulta.”